quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

domingo, 20 de dezembro de 2009

Muito bem recebida...

No dia 17/12/2009 estreei minha dança na cidade de Atibaia, e a recepção foi maravilhosa, um sucesso!

Segue um video com um trecho do show executado na confraternização o espaço Sadhana, onde a convite da querida Anita, darei aulas em 2010.



video

sábado, 12 de dezembro de 2009

turminha das artes

Hoje tive o imenso prazer de passar a tarde falando de música e dança árabe com meu professor e amigo Mauricio Mouzayek.

Fazia um tempo que não tinhamos o tempo necessário para dividir devaneios de quem quer fazer e acontecer sem perder a essência da sensibilidade a arte apurada.

Com tantas colegas bailarinas, um homem é quem me empresta os ouvidos e me doa palavras que pescam minha bailarina do novo universo que habito, e em meio as conversas resgatei valores artísticos que estavam hibernando em sono profundo.

E assim, como num passe de mágica, não pude mais parar de pensar em novos projetos, novos formatos e novas fases, com tudo aquilo que o velho me traz de bom.

Seguindo a linha de desejos e realizações para 2010, desejo a todo artista um bom amigo (a) da turma das artes, para que assim, a emoção que sentimos possa desencadear numa troca de energias e fomento aos anseios que temos, e a união de pessoas hiper sensíveis aos sentidos humanos nos leve a materialização das idéias.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Belo presente ........






Seria ótimo e os espetáculos de dança das escolas, academias e estúdios não acontecessem exatamente na mesma época em que estamos turbinados de tarefas, contas e programações para as festas e férias de final de ano, mas não como geralmente não é assim, vamos extrair o melhor e refletir também sobre o que acontece neste período.


Os espetáculos são o encerramento das nossas atividades anuais. Passamos longas horas treinando, brigando com o corpo, dedicando tempo e esforço e então porque não dividir com pessoas queridas nosso lado artista? E porque não subir ao palco e demonstrar a coragem de ser mulher, profissional, mãe, amiga e ainda por cima um "cadinho" bailarina?



Nesta hora, vejo mulheres se descobrirem ainda mais fortes, ainda mais charmosas e ainda mais solidárias.

Dividimos nossos medos, olhamos para dentro e tiramos a coragem de exibir o corpo e abrir o coração.

Exalamos a paixão e presenteamos a platéia com nossa emoção.


Vale a pena pegar essa energia de superação interna e a vontade de fazer mais, colocar na sua caixinha e se dar como o melhor presente de natal.

Este ano estou longe de tudo isso, por opção a reflexão e não por cansaço, mas já estou fazendo a minha caixinha de presente.

Para quem já participou dos espetáculos 2009 - parabéns .......

Para quem vai subir no palco ainda esse ano - sucesso ...........

Para quem não pode ir - 2010 nos espera.........



p.s. Bailarinas queridas do meu coração, estou torcendo por vocês.....beijalila´s




Musas para Inspiração - Espetáculo Aluaha 2007 - Adelita Chohfi









quarta-feira, 18 de novembro de 2009

informativo: Aos profissionais de dança...

Segue mais um informativo importante:


AOS PROFISSIONAIS DA DANÇA

Na próxima QUINTA-FEIRA 19 realizaremos mais uma reunião com a categoria a fim de elencarmos
PROPOSTAS E DIRETRIZES que nortearão as discussões na CONFERÊNCIA ESTADUAL DE ARTE E CULTURA
no dia 25 de novembro (conforme combinado na última reunião do dia 12/11 na Funarte).
Contamos com a participação de todos os envolvidos e interessados numa
discussão mais ampliada sobre Políticas Públicas para a Dança.


Local: GALERIA OLIDO - SALA VERMELHA
Av. S. João 473 - 2º andar - Centro
Data: 19 de novembro das 13h às 16h

Assinam essa convocatória:
Ray Costa, Sandro Borelli, Solange Borelli e Sofia Cavalcante

contato:
convocadanca@gmail.com

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Construções para a vida





Eu e Ste na festa beneficente da Maranata.


Na semana passada encontrei uma querida aluna, Ste, em um jantar beneficente em São Paulo.

Eu já sabia de suas novas decisões, ela cursava faculdade de Dança e Movimento, era parte da Cia Aluaha e estagiária da escola, tinha uma futuro promissor em dança e decidiu mudar o curso da sua vida para o Direito.

Para minha surpresa vi um rosto feliz com as novos caminhos e com saudades de uma dança que deixou boas lembranças, mas que não abalam em nada suas escolhas do momento.

Ambas nos emocionamos com o encontro e com as novas "vidas" após a Aluaha, mas entendemos bem que isso era um reflexo saudável de uma construção de amor sólido, que respeita escolhas e que entende a distância.
Depois disso fiquei reflexiva e quis escrever para algumas pessoas queridas que sabem o significado da palavras amor: minha queridas alunas da Aluaha.

Não há nada mais difícil do que entender o próximo, nem sempre estamos em momentos que possibilitam o contato e algumas decisões implicam na distância e nem por isso elas deixaram de "amar".

Minhas queridas ficaram órfãs de uma época que deixa saudades, mas em nenhum momento se colocaram contra e fizeram torcida ao fracasso.
Ao contrário, choraram e apoiaram a decisão de estarem em novas mãos, mas principalmente, não desistiram de buscar seus objetivos com a dança.

Estamos próximas de uma época em que os espetáculos me deixavam muito mais em contato com alunas e o palco. Com certeza o coração fica mais apertado e as lembranças das vitórias pessoais de todas nós é uma constância em meu pensamento.

Para vocês e para as tantas alunas que foram e nunca deixaram de voltar a falar com meu coração, a certeza de que a saudade é a mais pura tradução de uma construção de elos para a vida.


Ste, ensaio Cia Aluaha 2008, por Adelita Chohfi

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Uma geração privilegiada

Somos uma geração privilegiada;



-Nosso amor está liberto. Informações são encontradas gratuitamente na internet e temos o direito de escolher qual delas amar mais.

Havia uma época em que fazer workshops e aulas com pessoas além da escola em que estudava era um crime contra a ordem e a moral. Nosso universo de pesquisa era restrito e quase fui "presa" inúmeras vezes.


-Não temos um único professor. Temos um mar de pessoas talentosas e inspiradoras que querem somar em nosso processo.

Não nos tapam os olhos para ver o belo em outros corpos, assim temos afinidades de estilo e proposta com outros artistas. Incorporamos seus códigos mesmo que nunca tenhamos feito uma única aula com "fulana", mas através de seus videos nos espelhamos na busca pela perfeição.


- A música que nos inspira pode ser gratuitamente adquirida através de um click. Mais que isso, "estranhos" anjos virtuais varrem a rede atrás de um simples pedido nosso.

Eu cheguei a ter várias fitas cassetes de música árabe, lembro de uma caixa na porta da Casa árabe com várias fitinhas em promoção e o meu desespero para achar aquela música preferida.


-Artistas de moda desenham nossos trajes. Traduzem com perfeição os detalhes em lantejoulas e vidrilhos que sonhamos, entregam no prazo e ainda por cima fazem manutenção do traje, caso necessário.

As minhas primeiras roupas de dança do ventre eram quase que improvisadas, vivia na costureira tentando ajustar para o meu gosto as peças prontas adquiridas na 25 de março ou na escola de dança. As bijoux e acessórios eram feitos por mim mesma, ou uma tia talentosa...



- Sabemos dar asas. Podemos estabelecer vínculo de amizade com nossas pupilas e aplaudir o seu crescimento e sucesso sem precisar se sentir vítima de uma situação, que deveria ser motivo de orgulho e não de tremor, sem desmerecer o próximo.

Ainda era amadora, mas quando fui convidada para ser capa de cd do Tony (vol. 21), minha prof na época perguntou para mim: e aí ele é bom de cama???????


- O conhecimento está ao nosso alcance. Faculdades de dança, cursos profissionalizantes, workshops, artistas internacionais constantemente em nosso país, cursos on line, dvs didáticos e etc... tudo isso é de fácil acesso, basta querer.

Quando comecei a dar aulas queria ter noção de anatomia, mas não achava nenhum curso em nossa área que abordava o tema (fora a faculdade), e me matriculei em um curso de massagem no SENAC só porque no conteúdo tinha aula sobre noções de anatomia.



Com tudo isso, temos sim muito que comemorar.
Com o tempo nossa arte ganhou mais vida e mais elementos colaborativos que alimentam nossa paixão, mas junto com eles, esta geração ganhou também a responsabilidade de dar continuidade ao respeito e aos belos caminhos por onde andamos agora.





terça-feira, 3 de novembro de 2009

abailarina.com

Vale a pena conferir as entrevistas realizadas pela Luciana Arruda com alguns artistas fantásticos do nosso meio.



As perguntas são mais do que pertinentes e as respostas demonstram o respeito dessas profissionais pela arte querida e o porque suas histórias são sólidas e repletas de sucesso.



Parabéns Lu Arruda pela mobilização em pró da informação e por tornar o posicionamento em dança mais democrático e acessível, adorei !!!



http://www.abailarina.com

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Sucesso...onde fica isso mesmo?!?!?!??!


Um dia li um texto, não me recordo em qual blog, sobre o que é o sucesso da bailarina de dança do ventre, se era ter escola, se era fazer show com Tony Mouzayek, viajar ao Egito, ser capa de cd, aparecer no Clone e bla bla bla...

Achei essa reflexão fantástica, e hoje vou falar sobre o sucesso.


O ocidente criou um novo oriente. Excluiu guerras, machismos, diferenças e fez das mil e uma noites o modelo base para as produções em da dança do ventre.


Fora dos países árabes atuamos em um contexto inventado e recriado constantemente na busca da identidade da dança que executamos. Escrevo isso porque ainda que seus movimentos sejam representativos da natureza e da mulher, dançamos ao som da música árabe e naquela hora somos representações da cultura em questão, assim como qualquer samba no mundo vai remeter a cultura brasileira.

O que vou escrever dói em mim também, mas de fato pouquíssimas bailarinas alcançam o sucesso profissional, oque é bem diferente do sucesso pessoal.


Este último pode ser muito bem alimentado pelas infinitas possibilidades de mídia informal, orkut, youtube, facebook, blogs, videos caseiros e tudo que pode tornar uma bailarina "famosa" em seu mundo de ilusões, e no contexto atual da dança do ventre, estamos cercadas de realizações ilusórias que tendem a desilusão como resultado final.


Sucesso profissional é ter notas acima da média nos quesitos finanças, relacionamentos, ascensão memória e objetivo.


- Finanças. Trabalhar é executar um esforço em troca de dinheiro. Para isso é bom prestar atenção quanto vale o seu esforço e se ele está senso bem recompensado.

- Relacionamentos. Nossa rede de afinidades compreende a cumplicidade dos colegas e das pessoas que estarão por perto para acompanhar o crescimento. Não estamos sozinhos em nossas jornada de trabalho, e durante o percurso vamos recebendo e doando com as conquistas humanas, que validam mais uma vez o sucesso.


- ascensão. Crescer é progredir com o tempo e acompanhar as transformações da sociedade.

- Memória. Isso é, se fazer presente na lembrança do outro. Remete que sua execução se tornou marcante e quem sabe inesquecível.


-Objetivo. É a linha de chegada da sua maratona, o marco estabelecido para seguir o trajeto. Sem ele corremos sem direção e não alcançamos lugar algum. Portanto indepedentemente do tamanho do seu desafio, estabeleça seu objetivo para saber se conseguiu realizar o que se propôs anteriormente.



Para alunas, amantes de dança a história é outra, e eu teria muito mais a escrever sobre o sucesso em suas diversas áreas, mas vou insistir que falo do profissional em dança. Depois de tudo isso, julgo que podemos dizer que atingimos o sucesso, seja ela qual for..em escolas de dança ou trabalhando com shows.





E tudo isso junto é igual a realização pessoal.
Aisha J.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

ihhhh...deu branco!!!



Quantas vezes precisamos de uma boa idéia, ou de uma luz para criar uma coreografia, figurino, tema de espetáculo e outros itens que envolvem processos criativos e eles simplesmente não aparecem?


Assim como somos condicionados a fazer raciocíneos lógicos, deveríamos ser condicionados a exercer o raciocíneo livre, e isso não é um dom digno apenas dos publicitários e artistas renomados.

Muita gente acha que não leva jeito para a coisa, mas o fato é que trabalhar e executar a arte exige o treino constante da criatividade, e a boa notícia é que podemos sim induzir o pensamento para a criação ao invéz de ficar simplesmente esperando que ela apareça e diga olá.

Toda (boa) criação é fruto de um estudo anterior, ou seja, é embasada, tem material de suporte que preenchem a mente e dão a inspiração para novos pensamentos.

Vou citar receitas "caseiras" que sempre funcionam comigo, mas existem muitos livros que dão dicas valiosas sobre o assunto.

- o bichinho da criatividade é faminto, é bom não deixar de alimentá-lo com cores, formas, sons, aromas e palavras
- estudar muito, e condicionar o cérebro a ter espaço para novas informações
- observar TUDO a sua volta, isso um dia pode ser fonte de pesquisa. Nada passa em vão.
- procurar muita informação sobre o tema que necessita da sua criatividade, no meu caso dança, arte, teatro, música, filmes, fotos, pinturas, textos, vídeos e etc..
- falar muito com colegas, as idéias são aparecidas e adoram se mostrar para os outros.
- visitar lugares com muitas cores (lojas de tecidos, bijoux, linhas, tintas)
- se dar um presente em dias que você precisa de boas idéias, almoce ou jante em um lugar gostoso, vá ao cinema, leia um bom artigo, faça uma boa aula de dança, porque o seu prazer desperta a liberdade de raciocíneo.
- escreva. A princípio, começe escrevendo qualquer coisa....as palavras vão começar a ganhar sentido. releia. e depois escreva de novo
Bom, nem preciso falar que stress e formalidades incomodas são verdadeiras barreiras aos processos criativos....portanto viva, viva muito e deixe fluir.....





Aisha J.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Ensinar é tornar eterno um aprendizado

Eu repasso o que tenho de melhor,
Divido com outros aquilo que me motiva a aprender.

Talvez não fique satisfeita em absorver conhecimento e guardar para mim,
Ou talvez tenha mesmo o dom de explicar.

Paciência e versatilidade não me faltam,
E motivação para buscar novos horizontes se tornam o desafio da profissão.

Quem eu sou?

Sou o professor, instrutor ou educador, que recebeu de outros seres encantados, ensinamentos para à vida.


Aos meus mestres, um eterno obrigado e aos meus alunos a satisfação de ter tido a oportunidade de fazer parte dos processos individuais.

Feliz dia dos professores!!!!!!!!!
Aisha J.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009


Vamos fazer exercício?


Na minha profissão, essa palavra é vinculada a prática da atividade física, fazer exercício é se movimentar regularmente, e hoje, está em evidência o exercício como prática insdispensável à saúde.

Mas esse texto é uma reflexão sobre um outro tipo de exercício, o da mente.

Temos muitas áreas a serem cuidadas em nossas vidas, mas vou escrever sobre um contexto geral, onde exercer o sucesso é uma prática contínua.

Quanto tempo perdi reclamando do que não fiz, ao invés de praticar a graça pelas vitórias pessoais alcançadas!! Gosto de pensar que tudo é parte do tal processo de amadurecimento, mas mesmo assim refaço meus passos e vejo que poderia usar mais do meu tempo, habilidade e sentimentos para exercitar as ações que traduzem a felicidade.

Em dança, fiquei longos anos me escondendo atrás das dificuldades, e gastei dolorosas caminhadas para justificar a falta de organização interna.

Quis compartilhar isso no blog, não pensando em escrever sobre auto-ajuda, mas querendo emanar a boa energia que me guia neste momento.
Há bons meses não reclamo, FAÇO! E quando alguém me convida para um bate papo que compromete meu exercício de ir em frente, pulo fora!

Como li em um texto recente na internet, a parte mais importante do meu corpo são meus ombros. Neles ofereço meu carinho e conforto em horas difíceis e o abraço para compartilhar a alegria, mas quero exercitar cotidianamente os bons fluidos dos caminhos que escolhi, e portanto:

Não me chame se for para me sentir desvalorizada,
Não me chame para desmerecer o meu trabalho,
Não me chame para impedir minha escala,
E, principalmente, não me contamine com sua falta de atitude em pró da vida e sucesso!

Experimente fazer esse exercício regularmente, sua prática associada a uma alimentação saudável e atividade física vai render bons frutos no futuro.

Uma ótima resposta ....

Recebi da , um e-mail com o título " O poder da dança".

Não posso ver mobilização de pessoas dançando que fico arrepiada, quando não termino em lágrimas.

Uma vez, em uma festa de advogados, um cara me perguntou qual era minha profissão, com muito orgulho respondi B A I L A R I N A, e sem notar a princípio o sarcasmo do homem a minha frente, mantive meu semblante tranquilo até ele terminar o seu parecer.

Em seu discurso ele disse...

Que bonito!!!! .............Enquanto mundo se acaba em aquecimento global, crise mundial, fome, miséria, guerras, drogas e pessoas a beira de um colapso, VOCÊ DANÇA !""?"?"??"?"?"?

Minha cara de pastel deve ter sido quase tão idiota quanto a observação do senhor em questão, e não dei a resposta merecida por julgar ser mais educada que a figura grosseria.

Mas internamente a resposta está no efeito que a dança causa nas pessoas.

Não vou ser capaz de resolver problemas mundiais, mas com meu trabalho posso me unir a pessoas, que em pró da sensação de felicidade que a música e dança nos proporcionam, são capazes de transformar e fazer uma rede contagiante.

video video

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

E tem como não sentir saudades ?????




Visitando blog da Gracinha, Gal Jalilah, vi o projeto CONFRARIA DA DANÇA DO VENTRE....


Um dia dos mês dedicado a falar sobre dança....entre amigas, quer coisa melhor que isso?

AMIGAS + DANÇA DO VENTRE = COMBINAÇÃO PERFEITA

Depois de associar esses dois elementos, dá até para entender a combinação cerveja + futebol dos homens, não é mesmo?!?

Bom, essas mulheres não perdem a habilidade de espalhar alegria ao seu entorno. Da amizade de dividir a realização através da dança, elas seguem por caminhos mais íntregos .

Mais que isso, elas ultrapassam as barreiras das impossibilidades superficiais que sentimos quando nos frustramos com grandes amores e se sustentam nos pilares da cumplicidade de do companheirismo para continuar pela opção da felicidade.

MUITOS RECLAMAM E DESISTEM, ENQUANTO POUCOS SE SUPERAM!!!

"beijalila´s" para vocês eternas alunas queridas....saudades imensas

terça-feira, 6 de outubro de 2009

O despertar do amor - Hayat El Helwa

Não sou adepta do comportamento de dizer o que penso a todo momento.
Nada contra a verdade, só acho que ela tem hora para ser dita, dizer o que quer, e na a hora que quer pode não ser oportuno.

Mas a vida sempre me dá a oportunidade da resposta, tanto para as coisas que me incomodam quanto para aquilo que toca meu coração.

Faz tempo, tive a oportunidade de conversar com uma pessoa extremamente importante no meu processo de amor a dança, e hoje vou escrever sobre a mulher que despertou meu desejo de ser bailarina: minha primeira professora HAYAT EL HELWA.





Não cresci no meio da dança, fiz um pouquinho de ballet quando criança, mas logo troquei a disciplina das aulas pelas brincadeiras de infância. Minha mãe na semana passada me escreveu um e-mal lindo dizendo que gostaria de ter tido a percepção de que aquilo era realmente importante para mim, mas que na época não pode fazer esse exercício.

Assim, quando estava com 17 anos, numa viagem em família, vi uma moça dançar dança do ventre em uma noite de talentos. Amei, e um pouco depois vi uma plaquinha num poste do meu bairro que dizia: aulas de dança do ventre e o telefone x.

Fui então fazer uma aula experimental. Mas para minha surpresa quando entrei na casa, quase fiquei "vesga" com tanta coisa para me encantar. Eram luzes coloridinhas, almofadas, tecidos e incenso que deixava tudo em perfeita harmonia. Tudo isso em meio a mulheres com roupas de lantejoulas e totalmente dispostas a atingir o bem estar pessoal, me matriculei sem nem mesmo fazer a aula.

Essa era a Luxor, antes de qualquer pretensão de ser rede. Na próxima aula, com uma vergonha que não cabia em mim, esperava com as novas colegas a professora, e então ela entra na sala....LINDA, maquiada e trajada como uma parte da minha imaginação.

De fala suave e um perfume encantador a Hayat se preparava para as aulas como se fosse para um grande evento. .... e aqueles eram mesmo momentos inesquecíveis.

Dançávamos seguindo seus passos e não sei nem dizer o que aprendia de técnica, mas sei exatamente o que aprendi no quesito beleza e cuidado como outro ser humano.

Cada dia gostava mais de estar ao lado daquela figura, com seus textos sobre mulheres e com uma luz que emanava feminilidade por onde passava, a Hayat era o carisma em pessoa.

Adorava ser aluna e estava sempre no meio dos eventos, querendo participar e ao mesmo tempo morrendo de vergonha de tudo e de todos. Tenho tanta cena engraçada em minha mente, que caio na risada só de lembrar o quanto era boba.
Sem querer virei professora. Eu trabalhava na área de marketing de uma rede de perfumarias, e decidi sair, nesta hora recebi o convite da minha pro para trabalhar no escritório da Luxor.

Minhas funções eram basicamente o preparo das salas para as aulas, compras de material administrativo e auxílio na produção de eventos. Estive presente na organização do primeiro festival Internacional da Luxor cheguei a levar a Hadia (bailarina Canadense) para um forró em São Paulo.

Cumprindo minhas funções, um dia tive que apagar o incêndio de alunas que queriam por fogo nos colchonetes porque a professora delas faltava pela terceira vez consecutiva. Então, como boa "bombril" fui dar a aula no lugar dela, e daquele dia em diante não tive motivação para outra profissão, que não a de professora.

Viajei para os Estados Unidos para fazer cursos em sua companhia e participei do início de uma carreira que ganhou palcos internacionais no futuro.

A bailarina Aisha, nome dado pela Hayat, veio depois .....essa veio da busca por caminhos individuais, alheios as paredes da Luxor, em tempos em que tive que buscar sozinha novas motivações para não parar.

Nossa comunicação foi interrompida por longos anos, e os desafetos eram parte da imaturidade mas até hoje eu tenho como herança a beleza e a paixão de uma mulher que sabia como ser mulher e como despertar nossa feminilidade através da dança.

Acho que se não tivesse sido aquele ambiente e a presença da Hayat nos meus anseios de dança, não teria desbravado os mares da arte. E com muito carinho me lembro de seu esforço para nos proporcionar momentos de intensa felicidade na dança.

Com carinho, meu respeito e admiração pelo meus primeiros sentimentos de amor a dança do ventre: Hayat El Helwa.



Hayat, destaque na Conferência Internacional de Danças do Oriente Médio em 2000, Los Angeles - USA - eu estava na platéia, aplaudindo de pé.


quarta-feira, 30 de setembro de 2009

agenda cultural - 31 de outubro 2009



Sabe esses eventos que demoram anos para acontecer? Então esse é um deles.
Neste dia estarão reunidas grandes nomes da nossa arte.
Bailarinas que há muitos anos escrevem técnicas em nossos corpos, mesmo sem a gente saber.
Vou escrever mais sobre cada uma, admiro muito a persistência de quem se mantém no palco, e de quem abre caminhos para conquistas alheias.
31 de outubro, as 20:00 Teatro Santo Agostinho. www.orienteencantoemagia/origens
beijo grande para o quarteto e sucesso nesta nova proposta.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Ao som do coração - Vraj



Parece que na vida do artista, nada é simples e nada passa despercebido.
Tudo é regado por cores e sons que transmutam a mente e transcendem os sentidos.



Faz tempo que procuro uma inspiração para uma nova tatuagem, mas depois de muito procurar não consegui identificar algo que me motivasse a marcar em meu corpo o significado das transformações do momento.


Assim, mês passado, na Scorpions Tatoo, fui encaminhada para um artista chamado VRAJ, que usa traços diferenciados em suas criações e tem como inspiração linhas que parecem desenhar os sons dos pássaros.


Eu adorei a proposta, e durante o tão dolorido processo de tatuar, fui descobrindo que não poderia ter tido identificação mais significativa.
Músico flautista, me contou sobre sua paixão pelo som da flauta e pela visão poética sobre a liberdade e o ar.....

Bom, nada é por acaso. Tenho agora uma poesia desenhada em meu pé esquerdo, que me remete ao som dos taksims de flauta que gosto tanto de dançar.
E ontem tive uma aula mágica com a Lulu sobre a expressividade nas improvisação de instrumentos melódicos, e vivenciei momentos lindos de dança e sentimentos.


abaixo a poesia que descreve o trabalho do tatuador-artista em questão:


Ao som do coração

O flautista, como um pastor,
guia seu rebanho ao som do amor, transmuta o divino
que habita sua mais pura essência em pássaros
que atravessarão nossos véus
em sua liberdade natural,
voam pelo céu,
sutis como notas musicais.

Ao som de uma flauta,
acolhedor como Mãe divina,
levado pela brisa, toca os corações
de quem um dia não tinha,
preenche o vazio com um linda melodia,
acalma a mente inquieta da corrida do dia a dia,
vira do avesso um ser que por dentro não se conhecia.

Ao som da flauta,
ao som de um flautista,
que se nega a tocar,
deixando a luz divina hemanar o amor incondicional
que nos liberta da prisão que criamos no caminhar de nossa vida"
VRAJ

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

uma outra perspectiva para os tempos de correria ...

Em uma época em que estamos todos batalhando para fazer de cada minuto um ganho para a vida. A falta de tempo pode ser justificada por uma perspectiva positiva.


" NÃO TENHO TEMPO PARA MAIS NADA. SER FELIZ ME CONSOME MUITO. "
Clarice Linspector

Li essa frase no msn de uma grande amiga de infância, Erikinha, ela é dessas que provavelmente vão dividir as alegrias e angústias de se viver até ficarmos velhinhas....
Assim como muitas outras pessoas queridas, não a vejo com frequência, mas sinto sua presença constantemente, e a citação dá sentido a muitas outras saudades.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

A história das 2001 noites...





Sou uma contadora de histórias.........
*
Não vejo futuro sem olhar para o passado.
*
Com muito esforço estou aprendendo a encerrar os tão falados ciclos da vida, e por isso quero escrever sobre uma fase tão importante, a Aluaha.
*
Uma história regada por conquistas e que com muito orgulho estampo no peito a palavra sucesso. Meu objetivo principal era fazer vínculo com pessoas....e assim o fiz.



Para Os novos amigos blogueiros, esse é um novo capítulo, para os amigos de anos de trabalho, esse é o meu relato de carinho.

Informações técnicas:
*
Stúdio Aluaha: espaço de danças especializado na arte oriental. Localizado na Rua Paulo Gonçalves, 188 Santana, São Paulo. www.aluaha.com.br / 11- 2978-5701

Um projeto criado e desenvolvido por mim, que cresceu com apoio de muitos profissionais competentes e que depois de 6 anos, hoje, está sob nova administração.
*
Era uma vez..........uma publicitária bailarina cansada de dar aulas isoladamente em academias diversas.
Filha de pais que transformam sonhos em realidade, recebeu apoio da família para dar início ao seu próprio negócio. Com nula experiência administrativa, e com a vasta sabedoria em decoração "estilo egípcio", sua mente tinha certeza de que um pouquinho de massa corrida aqui e ali, tinta e muitos tecidos espalhados pela casa, resolveriam o problema do imóvel em questão.
Depois de 4 meses em estado de choque com a quantidade de trabalho e dinheiro para as obras chegaram reforços. A amiga e arquiteta Vivian Klump, do escritório Vita Design, assume o projeto e me mostra porque é que tendas e almofadas não resolveriam os problemas.
*
Trocamos toda a parte hidráulica e elétrica da casa, refizemos o chão (acreditem!!!), recolocamos as janelas e portas, rebocamos e pintamos a casa toda e no final até a área de esgoto se transformou em um lindo jardim.

























Como deixam claro as imagens, nada foi como o previsto, aliás aqui cabe bem um fundo musical:

"Era uma casa muito engraçada,
Não tinha teto não tinha nada,
Ninguém podia entrar nela não,
porque na casa não tinha chão...."










O nome Aluaha foi escolhido junto a um colega de palco, Hassan, quando procurava no mapa um nome de deserto. De acordo com seu pai, esse nome significa oásis em árabe. (se é verdade até hoje eu não sei, gostei tanto que segui em frente com essa opção).
Meu ideal de estúdio de dança foi a união da atividade física aliada ao bem estar das mulheres que frequentaram o espaço, por isso o nome, uma fonte de energia no meio do deserto, ou neste caso, da cidade de São Paulo.
*
Rascunhei a logomarca em meio a lua de mel. Estava sentada no Hotel, onde tudo era fonte de inspiração e comecei a rabiscar na mesa..... e nesta fase, a parceria da Ideatore agência de publicidade, e os amigos Thales e Rogério, deram o tom de arte ao interior da casa, logomarca, fotos, papel de carta e material de divulgação








Então chega o grande dia..............ops ainda não..........a reforma AINDA não acabou !!!
*
Então só depois de 7 meses em obras, meu amor ganhou cara, vida e funcionários, mas alunos que era bom não vieram tão cedo. Michelli Nahid foi a primeira profissional de dança parceira, Nasser Mohamed era responsável pelas aulas de folclóre e Henrique Malerba é até hoje nosso querido professor de Swásthia Yôga.



Como não havia sobrado centavo depois da obra e os donos da casa, neste período, decidiram mostrar o que é filha da putagem nesta vida não arcando com as despesas que eram de sua responsabilidade e me enviando um ordem de despejo, contei com o apoio de dois amigos atores que faziam o papel de recepcionistas.


Então, para Thiago Aline, Débora e Kamis , eu quero dar o troféu cumplicidade. Em meio a tantos tumultos internos numa jornada desconhecida, o primeiro emprego deles continha uma chefe-amiga que não sabia o significado da palavra hierarquia e muita confusão para acertar um formato novo de adminstração. O maior ganho de tudo isso foi a amizade belíssima que desenvolvemos mutuamente.
Parceiros da minha vida, esses meninos nunca deixaram de viver emoções comigo, mesmo após encerrarem as relações de trabalho. Obrigada Dalvinha, Dona Branca, Elzinha, e depois D. Zumira pelos anos de parceria.



Sejam bem vindas primeiras alunas, e alunos do grupo do Nasser....Sejam bem vindas as primeiras festas árabes, primeiros cursos, o primeiro mês fechado no azul e as primeiras vitórias......










2004 e 2005 são anos de muitos desafios, regados com muito trabalho.







Muitos profissionais vieram, alguns ficaram, outros seguiram e outros voltaram: Michelli, Selene, Marcela, Adriana, Simone, Maira, Fernando, Claudia, Najwa, e Luis Romero, todos parte da concretização do sonho e presentes enquanto o vizinho mal nos conhecia.




Teve drenagem linfática, teve cartomante, teve lanchonete, ensaio de grupo de dança, ensaio de grupo de teatro, faculdade de dança.........o que a gente não tinha muito era FOCO, eu ia aprendendo com as vivências do dia a dia.





E aí entram em cena duas colegas de vida que são a parte mais íntima da história. Com elas aprendi a encarar a dança com mais ambição e foco, sem perder o amor pela arte, com elas vivenciei a incrível e prazerosa experiência de ter amigas de verdade dentro do seu ambiente de trabalho.
*
Com longas conversas e muitos desafios, construimos juntas parte de nossas histórias individuais com a dança. Cada qual com seu estilo, cada qual com seus desejos, mas unidas pela amizade e pela busca por caminhos diferentes dentro do contexto árabe nacional. Para Luana Mello e Elis Pinheiro, a gratidão da maturidade em seus vários sentidos.




Sexy, charmosa e muito cheia de vida, no palco ela se destaca pela expressividade impecável, e na vida real ela é a mais pura tradução da palavra CONQUISTA, para nunca mais sair chega na Aluaha a querida Soninha, que muita gente deve ver nos festivais de dança de São Paulo.
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Dona de um sorriso constante e de um abraço carinhoso, me inspirei na sua história de vida, onde nada......absolutamente NADA, a impediram de buscar seu sonho de dançar. Sua mensalidade era paga semanalmente com o lucro que tinha na feirinha da madrugada na 25 de março. De dez coreos de final de ano ela dançava 9, e olha que ela é uma mulher de 52 aos de idade!!! Meu anjo da guarda, aluna e minha fiel companheira de todos os dias....foi duro duro me despedir de seus olhos.




A segurança para enfrentar desafios nos palcos veio com o tempo de amizade e aprendizado com o talentoso músico Maurício Mouzayek. Incontáveis aulas que eram verdadeiros tesouros, descobri que se aprendesse a ouvir, aprenderia também a executar os passos com mais segurança.
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Amigo de muitas horas, me viu lamentar sobre a arte e a desvalorização do mercado e com paciência despejava palavras de consolo junto com a crença de que nada justifica a desistência de um ideal.





O ano de 2005 é marcado pelas grandes conquistas, e encerramos em grande estilo com o espetáculo TPM. Tivemos muito peito para fazer uma grandiosidades daquelas. Eram 1000 pessoas presentes, música ao vivo com a Banda Oriente e Tony Mouzayek, comida árabe, patrocíneo de empresas como DOLLY, NIASI E NIELY, e a competência da equipe da Warketing Consultoria Estratégica.
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80 integrantes produzidas no próprio dia, gratuitamente. Ou seja foi uma mega produção, que teve direção artística de Renato Haddad e Mariana Wereb. Dái para frente nunca mais fizemos algo com menos pretenção.

















E assim em 2006, a Aluaha fervia...............era gente entrando e saindo de sutiã a toda hora, ambas as salas estavam lotadas de alunas e tinha até fila de espera para se matricular em certos horários, então sendo assim vamos expandir.....
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ops, de novo......Entra em cena um capítulo muito pessoal, onde a única coisa que se expandiu mesmo foi minha barriga, a espera do pequeno Victor.







Na mesma hora em que estava pronta para iniciar as obras do novo ponto, com empresa de engenharia e arquitetura a postos, ouvi uma frase da minha sábia irmã Lu: "tente não assumir dois grande projetos de uma vez". e então como uma forcinha divina, problemas jurídicos no ato da assinatura do novo aluguel me impediram de seguir em frente.
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Em meio as transformações de menina-mulher para efetivamente me tornar mãe, foram dias e mais dias de constantes cagadas emocionais, e é claro que a Aluaha perdeu com minha ausência física e mental.
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Encerramos o ano de 2006 com o espetáculo Sobre Sonhos e Desejos, que marca a parceria futura com a incrível fotógrafa Adelita, e também com a grife Balili, confeccionando os mais de 100 figurinos. Minha performance fica registrada como uma dança a dois, eu e o Victor (na barriga) ao som de Faddah.



















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O ano de 2007 segue em frente com a volta da Michelli, a presença firme da Luana assumindo todos os meus horários de aulas e a Val iniciando carreira, durante o meu longo período de licença.
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Quem ali esteve nesta fase viu um grande time, porém sem técnico, e algumas confusões ajudaram a fazer da fase de gestação, um período ainda mais difícil.
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Não posso deixar de desfrutar e comentar do prazer que foi ter sido entrevistada pelo Jô Soares em seu programa, no mês de novembro deste ano. Um feito para qualquer artista e uma marca de superação da timidez.
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Realizamos o "MUSAS PARA INSPIRAÇÃO". 670 pessoas no teatro da APCD, era um mundo de gente aplaudindo nosso tão merecido sucesso, e neste dia pude contar com minha primeira professora de dança na platéia, Hayat. No meio da minha dança, ao som das alunas em euforia, eu respirei fundo e tive a certeza da vitória.





O próximo ano chega com muitas quebras internas, parcerias desfeitas e uma nova mulher em mim tomou significativamente o espaço dos sonhos, fazendo a realidade bater a minha porta com uma freqüência indesejada.
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Sou mãe, sou administradora, professora, mulher e artista, tudo em 24 horas contínuas.
Sobrou pouco tempo e paciência para atender o departamento emocional, mas ele nunca deixou se fazer presente. Os parceiros novos sofreram a frieza do meu coração por ações anteriores, mas não desistiram e fizeram uma nova vertente de força.
A Cia de Danças Aluaha leva orgulhosamente o nome da escola em eventos de dança.
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Com muita satisfação apresento o SARAU ALUAHA, com a presença de Sami e Willian Bordokan, Claudio Kairuz e Maurício Mozayek, tocando ao vivo os mais belos sons de intrumentos tradicionais. Aquilo parecia inspiração divida, bem ali no espaço que idealizei tanta beleza......Eu, Val e Michelli dançamos um sonho.










Dentro de um corpo de novas formas e novos hormônios, a fonte de energia e motivação veio da emoção das alunas com a minha sobrevivência a tempestade.

Elas, em especial as turmas que permaneceram comigo até a minha sáida da Aluaha, foram grandes alegrias diárias e vibraram com as reconquistas. Nunca minha vocação didática fez tanto sentido........

Mais uma vez, um recomeço. A Aluaha ganha muito carinho das novas alunas e funcionárias Cris, Miriam, Bruninha, Aline V., Babi e Mari. Ganha também o forte empenho do bailarino-"recepcionisto" Ally Hauff, que não mediu esforços para laçar alunas em tempos de crise financeira mundial, e a especialista em arrumar a "casa financeira"Daniela.



Dizem que o que muda por dentro contamina o que está em volta.....Sábias palavras.....
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Eu mudei......ou melhor, me transformei. Virei um adulto responsável por outro ser humano, e agreguei novos formatos aos meus anseios profissionais. Com todo carinho a tudo que me fez chegar até aqui, era hora de mudar.
Mas quem é que sabe a hora de parar?????? Eu não!!
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E no espetáculo 5 SENTIDOS DE 2008, eu dancei minha última música como criadora, administradora, professora e bailarina do Stúdio Aluaha.









































































Nada sabia do futuro, a não ser que aquele era o momento de adeus à uma fase, e chorei dançando.

Na platéia, muitas pessoas queridas, e a sentida ausência de outras............


Dái para frente a história fica um pouco mais triste, são despedidas, descobertas, frustações e saudades.
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A certeza era SABER QUE MEU PROJETO TERIA CONTINUIDADE EM NOVAS MÃOS.
Com muito respeito e admiração, convido a entrar na história duas figuras que só não foram citadas antes porque merecem destaque agora. As atuais propritárias da Aluaha, Val Tonussi e Gaby Sarah.
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Mãe e filha, frutos da casinha de paredes amarelas. Sempre participativas, estiveram comigo quase que desde o início, e em todas as suas danças representaram o amor em família.



Vi ambas crescerem diante dos meus olhos, uma era menina, a outra era mulher. Duas bailarinas com objetivos em pró da dança e não só do seu próprio ego, fizeram sucesso em parceria a minha admistração e agora escrevem uma nova história de dança em São Paulo.
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No dia 15/09/2009 assinei o contrato definitivo de venda da Aluaha, e com emoção deixei a escola que contabiliza mais de 2001 noite de dedicação, aventuras e amores.

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Como toda história TEM quem ter um final feliz, eis aqui o meu:
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Foi ótimo saber que posso materializar sonhos,
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Foi ótimo fazer amigos,
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Foi ótimo ensinar mais de 2000 pessoas a arte de ser feliz com seu corpo e suas escolhas,
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Foi ótimo me sentir a bailarina da caixinha de música dos olhos de platéia tão cativante,
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Foi ótimo estar rodeada de cores e aromas todos os dias,
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Foi ótimo aprender com o fracasso, porque como diria um sábio amigo, o sucesso nada nos ensina,
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Mas o melhor de tudo, é saber que estou pronta para realizar novos projetos e contar novas histórias.
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A ALUAHA É UM LINDO CAPÍTULO DO MEU LIVRO DE DANÇA............