ADOOOOROOO!!
sexta-feira, 21 de maio de 2010
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Quando é 100% habilidade....
Uma das coisas que desgastou um pouco da minha relação com a dança, nos últimos meses em que estava na administração e coordenação das atividades do Studio Aluaha, foi o fato de ter que buscar (ou praticamente laçar) o meu público.
Explicando melhor, é claro que sei que é uma competência do artista atrair pessoas para suas performances e aulas, mas tem um limite para tal, e ele não deve consumir o tempo e energia que destinamos às práticas e elaborações coreográficas, aulas e etc.
Bem, já havia esquecido de como é bom dedicar 100% da minha habilidade e paixão a um projeto, pois estava sempre correndo, costurando habilidades para compor um evento ou curso, desejando que algum empresário, relações públicas, assessor de imprensa ou um santo milagreiro descesse do céu para me dar o suporte necessário em outras áreas.
Há um mês comecei a dar aulas na academia Lucena, que em Atibaia é referência quando o assunto é exercício e saúde do corpo. Com um time de professores com currículos e atributos profissionais espetaculares, a academia superou minhas expectativas e já me trouxe mais de 60 alunas entusiasmadas para as aulas.
Além disso a coordenação vai investir em material necessário para aulas de dança do ventre, tal como lenços de quadril e véus. E em um mês já pensamos em fazer nosso primeiro evento para reunir música e dança árabe, já recebo o retorno com a freqüência das alunas em aula e também através da qualidade que elas manifestam nos movimentos e seqüências aprendidas.
Com tudo isso a cada horário de aula, entro com minha bagagem 100% composta com minha habilidade de ensinar e dançar e não tenho preocupações extras que desmotivam ou atrapalham o exercício que inspira a bailarina que mora em mim.
Como tudo na vida, tudo tem dois pesos e duas medidas, e é claro que sinto falta do agito de ser empresária e da satisfação implícita neste título, mas por hora estou curtindo novamente a essência de ser professora e bailarina de dança do ventre.
obs: estive ausente nos últimos 30 dias porque estava de férias e estava passeando longe da querida terra tupiniquim.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Estou de ressaca....e a festa foi boa!
Sim sim sim, estou de ressaca...... cultural!!
Me embriaguei na diversidade artística do Mercado Persa, e bebi doses cavalares de emoção.
Quantas danças liiiindas, quantas mulheres fantástica, quantos produtos ao nosso alcance e quanto esforço para que a dança chegasse ao alcance de todos.
Num mar de gente que invadiu palcos, assentos, banheiros, estacionamentos e áreas comuns, fico em estado de graça ao ver como que a cada ano esse evento cresce e ganha adeptos de tantas regiões e agora, diferentes países.
Tive a grande oportunidade de estar na banca de júri de duas categorias competitivas, e meus olhos se encheram de alegria com o show que os artistas nos deram. Com muita competência, eles tanto encararam o desafio de se diferenciar no meio de tanta gente colocando sua arte e sua emoção sob avaliação, quanto transbordaram suas emoções sem pudor, sem dó e sem piedade de tirar lágrimas dos mais apaixonados.
Estou poética hoje, porque me emocionei de verdade.
Shalimar, incansável e linda até o final do evento, não se esqueceu por um minuto de reverenciar a essência de quem contribui com a arte, de quem se emociona e investe em desvendar os mistérios desta paixão. Escreveu, leu e assinou relatos de agradecimentos e admiração pelos profissionais presentes e principalmente aos participantes da festa.
Os desfiles....ahhhh, o desfiles!!!! Que espetáculo! Fiquei impressionada com a originalidade e riqueza das roupas...alta costura em Dança do Ventre. (Vou ter que trabalhar bastante para acrescentar alguns modelos ao meu guarda-roupa)
Bom, com certeza alguém vai lembrar ou refletir sobre algum ponto de desagrado durante o evento, e aí eu pergunto....vale a pena? vale a pena fazer o exercício do não, ou do contra. Vale a pena ficar fora da festa ou plantar a semente da negatividade diante da grandiosidade de um do Mercado?
Confie em mim....não vale a pena! Pegue o saldo positivo e acrescente ao seu potencial de crescimento pessoal e profissional. Invista na continuidade de uma proposta de disseminação de cultura árabe. Melhore sua frequência como espectadora de dança e música e com certeza o resultado da soma será a manutenção da sua paixão.
Ainda vou escrever mais sobre detalhes importantes que enriqueceram minha percepção artística, mas hoje estou de ressaca e para finalizar: quero me embriagar outras vezes mais.
Mais uma vez meu carinho e obrigada a toda equipe Oriente pelas horas de prazer proporcionadas, a competencia e esforço de vocês estão refletidos da alegria dos olhares que vi nestes três dias de tirar o fôlego.
Aisha J.
Me embriaguei na diversidade artística do Mercado Persa, e bebi doses cavalares de emoção.
Quantas danças liiiindas, quantas mulheres fantástica, quantos produtos ao nosso alcance e quanto esforço para que a dança chegasse ao alcance de todos.
Num mar de gente que invadiu palcos, assentos, banheiros, estacionamentos e áreas comuns, fico em estado de graça ao ver como que a cada ano esse evento cresce e ganha adeptos de tantas regiões e agora, diferentes países.
Tive a grande oportunidade de estar na banca de júri de duas categorias competitivas, e meus olhos se encheram de alegria com o show que os artistas nos deram. Com muita competência, eles tanto encararam o desafio de se diferenciar no meio de tanta gente colocando sua arte e sua emoção sob avaliação, quanto transbordaram suas emoções sem pudor, sem dó e sem piedade de tirar lágrimas dos mais apaixonados.
Estou poética hoje, porque me emocionei de verdade.
Shalimar, incansável e linda até o final do evento, não se esqueceu por um minuto de reverenciar a essência de quem contribui com a arte, de quem se emociona e investe em desvendar os mistérios desta paixão. Escreveu, leu e assinou relatos de agradecimentos e admiração pelos profissionais presentes e principalmente aos participantes da festa.
Os desfiles....ahhhh, o desfiles!!!! Que espetáculo! Fiquei impressionada com a originalidade e riqueza das roupas...alta costura em Dança do Ventre. (Vou ter que trabalhar bastante para acrescentar alguns modelos ao meu guarda-roupa)
Bom, com certeza alguém vai lembrar ou refletir sobre algum ponto de desagrado durante o evento, e aí eu pergunto....vale a pena? vale a pena fazer o exercício do não, ou do contra. Vale a pena ficar fora da festa ou plantar a semente da negatividade diante da grandiosidade de um do Mercado?
Confie em mim....não vale a pena! Pegue o saldo positivo e acrescente ao seu potencial de crescimento pessoal e profissional. Invista na continuidade de uma proposta de disseminação de cultura árabe. Melhore sua frequência como espectadora de dança e música e com certeza o resultado da soma será a manutenção da sua paixão.
Ainda vou escrever mais sobre detalhes importantes que enriqueceram minha percepção artística, mas hoje estou de ressaca e para finalizar: quero me embriagar outras vezes mais.
Mais uma vez meu carinho e obrigada a toda equipe Oriente pelas horas de prazer proporcionadas, a competencia e esforço de vocês estão refletidos da alegria dos olhares que vi nestes três dias de tirar o fôlego.
Aisha J.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Mercado Persa 2010 - Eu vou!
Este fim de semana começam as atividades do MERCADO PERSA 2010, o maior evento de danças árabes do país.
Lá a gente dá de cara com o mundo colorido e fantasioso da dança, com mulheres que esperam e se preparam por meses para subir no palco e encarar um platéia muito exigente, seja na mostra de danças ou nas competições.
Mais de 4000 pessoas circulam pelo clube Sírio, em São Paulo, durante os três dias do evento que envolve aulas, performances de carácter amador, show com profissionais, desfiles, workshops e um mundo de opções para quem quer comprar qualquer coisa para dança do ventre.
E por falar em compras, os preços dos cds, trajes, roupas para aulas, véus, acessórios, enfim tudo aquilo que deixa nossos olhinhos a brilhar é mais em conta, portanto vale a pena reservar um $$ para investir em novos itens.
Eu sou fã de iniciativas como essa, provenientes do esforço das queridas Shalimar e Samira com a colaboração e competência da equipe Oriente. Esse tipo de evento gera um esforço enorme durante o ano todo e com isso mantém nossa arte mais viva e ao alcance de todos.
Em lugares como esse, com milhares de bailarinas desfilando trajadas e maquiadas, os egos ficam exacerbados, mas ali somos todas iguais, passando pelo mesmo sufoco de dividir as emoções e assim ganhar mais uma estrelinha de participação e colaboração.
Este ano eu completo 10 anos de participação no MP, muitas vezes fui só como espectadora, outras como torcedora, professora, jurada, convidada a desfilar e amiga de colegas que vão lá suar a camisa.
Mais uma vez serei jurada em duas categorias competitivas e espero ver mais uma vez o show que estes artistas que dão.
Desejo boa sorte aos competidores, em especial a Yaya e Michele, que este ano vão estrear em novas categorias, e muito sucesso aos amigos lojistas, estilistas, fotógrafas, artistas e colaboradores que fazem parte desta grande festa.
MP 2010 - EU VOU!!
terça-feira, 30 de março de 2010
quanto custa a hora?

A bailarina de dança, professora ou não, é uma prestadora de serviços e portanto ganha por hora trabalhada, certo?
NÃO!
Tenho um cunhado americano, e embora sempre tenha trabalhado com comércio de produtos, ele só faz cálculos do seu salário mensal em horas, exaltando sempre que tem que otimizar seu rendimento financeiro em virtude das horas trabalhadas.
Isso me deixou curiosa pois enquanto ele sabe exatamante quanto vale seu suor, a maioria das bailarinas que conheço (incluindo eu mesma), não tem noção de quanto custa uma hora de seu trabalho.
Sabemos sim o valor da mensalidade dos cursos regulares, da aulas particulares, dos works, e até dos shows. Só que tudo é muito instável, esses valores na verdade acompanham ou competem no mercado e não traduzem os valores necessários para que nossa hora seja gratificada com o merecimento do esforço.
Li essa semana no blog da Roberta Salgueiro Yalla um post sobre a revolta dos valores, ou melhor a revolta para com as pessoas que não tem noção de valores, e assino embaixo.
Eu fico p. da vida com quem não trabalha com dança, mas cobra para se divertir e repor uma peça do seu guarda roupas. Nunca incentivei alunas a fazerem show de graça (quando não é beneficente), ou cobrar pouco por ser iniciante. Ou ela se mantinha no lugar de aluna e não fazia determinado show ou dava determinada aula, ou fazia isso como uma diversão assumida e sem compromissos coma palavra PROFISSIONAL.
Sei que a tentação é grande, o tempo todo tem gente oferecendo oportunidade para alguém que cobra barato. Mas não dá para ficar de braços cruzados e assistir de camarote a zueira da falta de dinheiro nas cuecas....
A primeira coisa a se mudar é o pensamento da própria bailarina. Depois dá para reeducar os contratantes sobre nossa real necessidade.
Afinal a gente sabe bem quão grande é o investimento em arte, portanto é fundamental saber qual é o resultado final dessa transação monetária.
domingo, 28 de março de 2010
a cegonha vai passar por aqui, só que em um outro momento....

Pensei muito se queria postar sobre o assunto, mas acho que o silêncio não ia fazer bem e quero aprender as dividir dores e não só vitórias.
Na semana do meu aniversário de 30 aninhos recebi a notícia de que o meu pequeno Victor (filhote) iria ganhar um irmãozinho, uma gravidez planejada e muito comemorada.
Bom, quando lemos no exame positivo, é inevitável os sonhos e as perspectivas para o futuro com um novo bebezinho. Começam então os exames, as vitaminas e as restrições, e o plenejamento da vida daqui a nove meses.
Estava dando aula na segunda feira quando senti fortes cólicas e tive um sangramento, fui correndo ao hospital e depois de três horas de espera eu vi que nos olhos do médico, que fez o ultrasom, alguma má notícia seria anunciada.
E não deu outra, eu estaria provavelmente sofrendo um aborto. Não havia batimento cardíaco do pequeno embrião.
Nada pode ser feito no dia e precisei de uma semana em repouso para ver se o organismo resolveria o problema sozinho, se o bebe resitiria ao processo ou se precisaria de internação, mas em meu coração pisciano a esperança era que no final tudo daria certo.
Gente, não tem como não fazer drama, a cada sangramento eu imaginava que meu bebe poderia estar lá e não tinha a menor noção da dor que se sente, é uma cólica desgraçada de ardida, dessas que tiram até os movimentos das pernas.
Bem, na sexta-feira fui internada para uma aspiração no útero, um processo cirúrgico simples, mas que implica no triste veredicto de que minha gestação fora interrompida ao entrar na nona semana.
Daí me deparei com uma situação muito curiosa, a do lado B da história, pois fui internada na Maternidade Pró Matre em São Paulo, onde tudo era um mundo de celebração a vida, ao nascimento dos pequenos bebes e a felicidades das famílias.
Durante um dia inteiro, eu fui o lado que chorou ao ver a felicidade alheia, as barrigas festeiras das grávidas, as flores que enfeitavam o corredor, aos sapatinhos que nomeavam os bebes recém chegados. E dentro de mim, o vazio....
Entendo sobre as leis de Deus, e não vou brigar com ele, mas triste cena essa da minha vida...
Vou esperar a cegonha passar por aqui de novo, na certeza de que a natureza é sábia ...
quarta-feira, 24 de março de 2010
La Mujer y La Danza Oriental....
Em 2002 fiz aulas de dança com a querida Fadua Chuffi, que não se tornou popular entre muitas das estudantes de nosso país porque seguiu carreira na Espanha e sua linha de trabalho se diferenciava, e muito, das tradicionais linhas de educação em dança da época.
Lá, adquiri livros e revistas muito interessantes sobre a dança inserida na cultura dos países árabes. Os livros, escritos por Shokry Mohamed, serviram de consolo em dias que minha vocação e motivação pareciam distantes e durante esses oito anos eu os carrego com carinho.
Na semana passada tive a grande oportunidade de ver três lindas e talentosas bailarinas em performance na Khan el Khalili: Aysha Almee, Nevenka e Mayara.
Já trabalhamos juntas em alguns eventos, mas desta vez eu era toda espectadora, com olhos arregalados e ansiosos.
Elas deram um show de talento e postura artística no pequenino espaço geográfico entre as xícaras de chá e salgados servidos no festival do casa.
Me emocionei muito por razões que só minha história pode explicar, e para elas eu reporto as palavras de Shokry Mohamed no livro La Mujer y La Danza Oriental (Mandala Ediciones):
Lá, adquiri livros e revistas muito interessantes sobre a dança inserida na cultura dos países árabes. Os livros, escritos por Shokry Mohamed, serviram de consolo em dias que minha vocação e motivação pareciam distantes e durante esses oito anos eu os carrego com carinho.
Na semana passada tive a grande oportunidade de ver três lindas e talentosas bailarinas em performance na Khan el Khalili: Aysha Almee, Nevenka e Mayara.
Já trabalhamos juntas em alguns eventos, mas desta vez eu era toda espectadora, com olhos arregalados e ansiosos.
Elas deram um show de talento e postura artística no pequenino espaço geográfico entre as xícaras de chá e salgados servidos no festival do casa.
Me emocionei muito por razões que só minha história pode explicar, e para elas eu reporto as palavras de Shokry Mohamed no livro La Mujer y La Danza Oriental (Mandala Ediciones):
"La verdadera grandeza de la danza oriental y de las autenténticas bailarinas reside en la expressión de corpo, en su capacidade para estabelecer una comunicación anímica entre su ejecutante y los espectadores. Existe , pues, un elevado espiritual que puede manifestarse a través de esta danza como parte complementaria de la natureza humana, em particular , de la feminina.
Durante la actuacíon de la danzante, se puede exteriorizar cualquier sentimento humano sin gestos o insinuaciones excesivas, siendo lo que edifica la espiritualidad de la danza oriental. Las bailarinas genuinas consiguen la brilhantez sin ensenar todos sus encantos, es decir, cuanto mas real es su estilo, más directamente llegará su arte al espectador , lo que supone crear un ambiente adecuado de entendimento y comunicación. "
Nos videos abaixo: Aysha Almée, Nevenka e Mayara.
Marcadores:
exalando arte,
hall da fama,
inspirações,
videos
segunda-feira, 22 de março de 2010
Bom, bonito e de graça!!!
Gente, não escondo de ninguém minha paixão pelos músicos que vou citar abaixo. Para mim essa formação tem o nome de quarteto fantástico, e só quem assistiu ao vivo e a cores esses músicos iluminado sabe exatamente porque.
Eles vão fazer uma temporada de apresentações geatuitas, vou no dia 28/03, segue a programação:
14/03 - Domingo, as 13h30Praça de Eventos do Sesc Vila Mariana
21/03 - Domingo, as 11h30Centro Cultural Vergueiro, Concertos Matinais
23/03 - Terça, as 15hSesc Ipiranga - Hall de Convivência
28/03 - Domingo, as 13h30Sesc Vila Mariana - Praça de Eventos
Programem-se para assistir um show autêntico de Música Árabe com excelentes músicos: Sami Bordokan (aláude e voz), William Bordokan (derback), Maurício Mouzayek (daff) e Cláudio Kairouz (kanoum)
ENTRADA FRANCA
Aproveitem e levem os amigos
Eles vão fazer uma temporada de apresentações geatuitas, vou no dia 28/03, segue a programação:
14/03 - Domingo, as 13h30Praça de Eventos do Sesc Vila Mariana
21/03 - Domingo, as 11h30Centro Cultural Vergueiro, Concertos Matinais
23/03 - Terça, as 15hSesc Ipiranga - Hall de Convivência
28/03 - Domingo, as 13h30Sesc Vila Mariana - Praça de Eventos
Programem-se para assistir um show autêntico de Música Árabe com excelentes músicos: Sami Bordokan (aláude e voz), William Bordokan (derback), Maurício Mouzayek (daff) e Cláudio Kairouz (kanoum)
ENTRADA FRANCA
Aproveitem e levem os amigos
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
para rir um pouco....
Hoje eu lembrei de algumas cenas engraçadas de dança...dessas que a gente faz sem querer nos momentos em que já não basta o nervosismo de entrar em cena com todos aqueles olhares focados na bailarina, e de repente.....tá lá...uma super bola fora!!
Todos as histórias são minhas ou de colegas da dança, mas não vou citar os nomes porque não pedi autorização às respectivas.
-Participei por cinco anos do grupo Mil e Uma Noites, com direção do querido Rimon Bordokan, que reunia mais de 50 artistas entre músicos, bailarinas e dançarinos em shows pelo Brasil. Uma das atrações era de um grupo de bailarinas que dançavam super coreografadas e devidamente trajadas iguais. Numa noite árabe para a colônia, elas foram se apresentar e uma das integrantes esqueceu de tirar o Abei (não sei como se escreve, mas quero mencionar a capa que usamos para esconder nosso traje), foi uma cena muito engraçada, pois já conhecíamos aquela coreografia e dos bastidores vi um elemento seguir em destaque no meio de todas as outras com castiçais na cabeça....depois de um minuto mais ou menos ela se viu com a capa e no meio da coreo foi de despindo diante dos olhares incrédulos do restante do grupo.
Depois começamos a rir juntas e ela mencionou que essa não havia sido a pior das situações, a mesma moça durante um show a luz do dia entrou de óculos escuros em cena e só se deu conta depois de um bom tempo.
-tenho uma amiga que perdeu a saia durante um concurso no Mercado Persa (muitos anos atrás). Elas disse que estava fazendo um shimie forte e quando viu ficou só com a pala de dança.
- Eu e Lu Mello fomos contratadas para uma noite árabe acústica, com Jihad Smile (Alaude) e Maurício Mouzaiek (daff). Era um ambiente muuito charmoso, um aniversário, e as pessoas estavam sentadas em almofadas no chão ao redor da "pista de dança", a Lu dançou e na minha vez ela estava assistindo quando de repente torceu o nariz, eu esqueci de tirar as sapatilhas pretas que nada realçaram meu lindo traje branco.
- No começo da minha carreira adorava dançar Set el hossen, versão Adam Basma, que tem quase 5 pausas grandes e dão a entender que a música havia acabado em cada uma delas, até que uma vez estava em um aniversário de brasileiros e a cada interrupção da música a plateia aplaudia e eu logo recomeçava a dançar, porém na última pausa o povo se stressou e quando a música finalmente acabou, ao invés de aplausos, eu ouvi o som do silencio e a expressão de "tá achando que somos trouxas???" nos rostos das pessoas. Depois disso só dancei essa música para pletéias que tinham conhecimento mínimo em dança do ventre.
- Essa é uma das melhores. Na minha primeira apresentação eu estava mais que nervosa, e quando a música acabou eu quis ser chique e fazer um agradecimento que minha professora havia ensinado, que levava a mão ao peito, cabeça e acima da cabeça agradecendo de coração, mente e alma. Porém ao invés disso eu virei para os quatro cantos da sala fazendo o sinal da cruz ......JESUS !!!!!
Tem dias que escrevo em protesto, mas hoje quis rir um pouco......
Todos as histórias são minhas ou de colegas da dança, mas não vou citar os nomes porque não pedi autorização às respectivas.
-Participei por cinco anos do grupo Mil e Uma Noites, com direção do querido Rimon Bordokan, que reunia mais de 50 artistas entre músicos, bailarinas e dançarinos em shows pelo Brasil. Uma das atrações era de um grupo de bailarinas que dançavam super coreografadas e devidamente trajadas iguais. Numa noite árabe para a colônia, elas foram se apresentar e uma das integrantes esqueceu de tirar o Abei (não sei como se escreve, mas quero mencionar a capa que usamos para esconder nosso traje), foi uma cena muito engraçada, pois já conhecíamos aquela coreografia e dos bastidores vi um elemento seguir em destaque no meio de todas as outras com castiçais na cabeça....depois de um minuto mais ou menos ela se viu com a capa e no meio da coreo foi de despindo diante dos olhares incrédulos do restante do grupo.
Depois começamos a rir juntas e ela mencionou que essa não havia sido a pior das situações, a mesma moça durante um show a luz do dia entrou de óculos escuros em cena e só se deu conta depois de um bom tempo.
-tenho uma amiga que perdeu a saia durante um concurso no Mercado Persa (muitos anos atrás). Elas disse que estava fazendo um shimie forte e quando viu ficou só com a pala de dança.
- Eu e Lu Mello fomos contratadas para uma noite árabe acústica, com Jihad Smile (Alaude) e Maurício Mouzaiek (daff). Era um ambiente muuito charmoso, um aniversário, e as pessoas estavam sentadas em almofadas no chão ao redor da "pista de dança", a Lu dançou e na minha vez ela estava assistindo quando de repente torceu o nariz, eu esqueci de tirar as sapatilhas pretas que nada realçaram meu lindo traje branco.
- No começo da minha carreira adorava dançar Set el hossen, versão Adam Basma, que tem quase 5 pausas grandes e dão a entender que a música havia acabado em cada uma delas, até que uma vez estava em um aniversário de brasileiros e a cada interrupção da música a plateia aplaudia e eu logo recomeçava a dançar, porém na última pausa o povo se stressou e quando a música finalmente acabou, ao invés de aplausos, eu ouvi o som do silencio e a expressão de "tá achando que somos trouxas???" nos rostos das pessoas. Depois disso só dancei essa música para pletéias que tinham conhecimento mínimo em dança do ventre.
- Essa é uma das melhores. Na minha primeira apresentação eu estava mais que nervosa, e quando a música acabou eu quis ser chique e fazer um agradecimento que minha professora havia ensinado, que levava a mão ao peito, cabeça e acima da cabeça agradecendo de coração, mente e alma. Porém ao invés disso eu virei para os quatro cantos da sala fazendo o sinal da cruz ......JESUS !!!!!
Tem dias que escrevo em protesto, mas hoje quis rir um pouco......
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
sapatilhas penduradas!!!!!
Isso mesmo, doeu mas minha decisão está tomada, e mais importante que isso...até que enfim achei uma paz interior depois de doloridas perdas.
Em 2010 "penduro minhas sapatilhas" e me coloco exclusivamente como amante da dança oriental e não mais profissional da área.
Não sei se estou dentro do chamado luto, ou se simplesmente achei um rumo para uma nova carreira, mas o fato é que dizer adeus a uma era me faz sentir bem, mesmo que a saudade bata na porta com frequência,
O fato é que achei que esse seria o meu ano, como bailarina, iria arrasar com novos projetos e fazer bonito com as milhares de idéias que tenho, mas só faltou uma coisa para tudo isso acontecer: vontade.
Não quero mais mover mundos e fundos, nem quero me obrigar a dançar em locais que não me deixam mais feliz, com uma carga nas costas pelos anos de experiência que tenho e vasto curriculo (que modéstia parte é de encher o peito de orgulho), nem quero mais me decepcionar com a falta de remuneração e reconhecimento pelas milhares de horas em que me empenhei de corpo e alma para ser boa professora, bailarina
e empresária da dança.
Quero pegar tudo isso e engrandecer meu potencial de trabalho com as novas oportunidades que a vida está me dando. Retomei minha carreira de publicitaria, me capacitando novamente e ingressando em um novo mercado de trabalho, e assim, vamo que vamo.
Tem gente que vai me chamar de paga pau, ja que minha best belly dancer friend Lu Mello divulgou mês passado seu afastamento dos "gramados", e talvez esse título faça bastante sentido mesmo. Nós conversamos sobre isso há muito tempo, estamos dizendo adeus a uma história aos poucos e amigas motivam as outras a seguirem seus caminhos de maturidade, não é mesmo?
Bom, sem mais drama, minha bailarina passa a fazer parte exclusivamente do departamento da paixão, e isso não impede que ela exerça sua dança, mas implica em uma postura diferente e sem pretenções profissionais.
continuo escrevendo, articulando em pró da arte, e nos veremos em novos palcos 
Assinar:
Postagens (Atom)

